
Israel continua a se estabelecer no sul do Líbano, com evidências recentes de extensas construções militares. Os militares foram informados de que devem esperar ficar por pelo menos um ano e receberam ordens para construir "como se fôssemos ficar lá por 50 anos".
As forças israelenses tomaram o controle de uma área de 600 quilômetros quadrados no Líbano, que se estende até 12 quilômetros de Israel. Nessa zona, foram construídas sete bases, conectadas por quilômetros de estradas. O jornal Haaretz divulgou imagens de satélite que mostram extensas construções e relatos da presença de escavadeiras, rolos compressores e tratores blindados na região.
Um oficial sênior das forças "israelenses" falou ao Haaretz, afirmando que os militares foram informados de que deveriam esperar ficar até um ano no Líbano.
Enquanto isso, o Ministro da Defesa Israel Katz afirmou ter dito às forças "israelenses" para "construírem postos avançados no sul do Líbano conforme necessário, como se fôssemos ficar lá por 50 anos", vangloriando-se anteriormente da destruição de 15.000 a 20.000 casas.
Ele também lembrou de ter instruído as forças "israelenses" "a construir postos avançados no sul do Líbano conforme necessário, como se fôssemos ficar lá por 50 anos".
Em junho, negociações em Washington levaram à assinatura de um acordo mediado pelos EUA entre Israel e o Líbano, que envolve o desarmamento do Hezbollah, uma retirada gradual das forças israelenses no sul do Líbano e o destacamento do exército libanês em toda a região.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse: "Até que o Hezbollah seja desarmado e até que não haja mais nenhuma ameaça a Israel vinda do Líbano". Em resposta, o Hezbollah rejeitou o acordo e declarou que não se desarmará.