Translate to English Translate to Spanish Translate to French Translate to German Translate to Italian Translate to Russian Translate to Chinese Translate to Japanese
Partilhe esta Página

EM BREVE         



Total de visitas: 2273
De terrorista a aliado
De terrorista a aliado

De terrorista a aliado

Em 8 de julho de 2026, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a intenção de retirar a Síria da lista de State Sponsors of Terrorism (Estados patrocinadores do terrorismo) dos Estados Unidos.

Detalhes do anúncio

  • Trump informou pessoalmente o presidente sírio Ahmed al-Sharaa (em encontro à margem da cúpula da OTAN em Ancara, Turquia) e enviou uma carta prometendo remover as barreiras à reconstrução do país, mencionando interesse de empresas americanas em investir.
  • O secretário de Estado Marco Rubio notificou formalmente o Congresso no mesmo dia, iniciando o período obrigatório de 45 dias de revisão antes que a decisão entre em vigor (salvo bloqueio improvável pelo Congresso).
  • A decisão se baseia em: ordem executiva de junho de 2025 que determinou revisão da designação; mudanças positivas e ações antiterrorismo do governo sírio atual; e garantias formais de al-Sharaa de que a Síria não apoiará atos de terrorismo internacional no futuro.

Contexto

A Síria está na lista desde dezembro de 1979 (era Assad). A designação impõe restrições severas a assistência externa, exportações de defesa e transações financeiras americanas, dificultando investimentos. Com a queda de Bashar al-Assad em 2024 e a ascensão do governo de transição liderado por al-Sharaa (ex-comandante da Frente Nusra que rompeu com a Al-Qaeda), os EUA já haviam aliviado outras sanções (incluindo a revogação da Caesar Act). A retirada da lista de terrorismo é vista como passo adicional para normalização e reconstrução.

Após a remoção, restariam na lista apenas Irã, Coreia do Norte e Cuba.

Em 7 de agosto de 2026, o processo de 45 dias ainda está em andamento (deve se concluir por volta de 22 de agosto, se não houver oposição do Congresso).

Bashar al-Assad (nascido em 11 de setembro de 1965) foi o presidente da Síria de julho de 2000 até dezembro de 2024.

Ele sucedeu seu pai, Hafez al-Assad, que governou o país de forma autoritária por quase 30 anos. Bashar, originalmente formado em oftalmologia, assumiu o poder após a morte do pai e manteve o regime do Partido Baath, com forte controle das forças de segurança e da família Assad (de origem alauíta).

Seu governo ficou marcado pela:

  • Repressão a protestos que levaram à Guerra Civil Síria a partir de 2011.
  • Uso de armas químicas e bombardeios indiscriminados, segundo investigações internacionais.
  • Aliança com a Rússia, Irã e o Hezbollah.
  • Acusações de crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

Em dezembro de 2024, o regime de Assad colapsou após uma ofensiva de grupos rebeldes. Ele fugiu do país e perdeu o poder. Desde então, a Síria é liderada por um governo de transição sob Ahmed al-Sharaa.

Ate aí eu poderia estar aplaudindo, pois não gosto de ditadores, e todos eles precisam se ferrarem, nunca apoiei e me recuso apoiar qualquer ditador ou terrorista, e é aqui que entra o problema, quando você fica sabendo quem é  Ahmed al-Sharaa.

Ahmed al-Sharaa (nome completo: Ahmed Hussein al-Sharaa), nascido em 29 de outubro de 1982 em Riade, na Arábia Saudita, é o atual presidente da Síria (desde janeiro de 2025).

Principais fatos

  • Nome de guerra anterior: Abu Mohammad al-Jolani (ou al-Julani / al-Golani), pelo qual foi conhecido durante a maior parte da Guerra Civil Síria.
  • Origem: Filho de uma família síria sunita de classe média, originalmente das Colinas de Golã. Cresceu em Damasco a partir de 1989.
  • Trajetória:
    • Em 2003, aos 20 anos, foi para o Iraque lutar contra a invasão americana e se ligou a grupos jihadistas (incluindo o que viria a ser a Al-Qaeda no Iraque).
    • Foi capturado pelas forças americanas e ficou preso por vários anos (incluindo no campo de Bucca).
    • Liberado por volta de 2011, retornou à Síria e fundou a Frente Nusra (Jabhat al-Nusra), então afiliada à Al-Qaeda, para combater o regime de Bashar al-Assad.
    • Em 2016, rompeu formalmente com a Al-Qaeda e reorganizou o grupo, que evoluiu para a Hayat Tahrir al-Sham (HTS).
    • A HTS se consolidou como a principal força rebelde no noroeste da Síria (especialmente em Idlib) e liderou a ofensiva relâmpago de dezembro de 2024 que derrubou o regime de Assad.
  • Presidência: Em 29 de janeiro de 2025 foi nomeado presidente do governo de transição sírio. Desde então tem buscado se apresentar como líder pragmático, engajando-se em diplomacia internacional (incluindo reuniões com líderes regionais e com o presidente dos EUA, Donald Trump, em 2026) e tentando consolidar o controle sobre o país.               Será que sou muito chato por não gastar de nenhum dos dois ou os radicais de esquerda e direita do Brasil são realmente idiotas?

Purifique se de todos os preconceitos que te amontoaram em tua mente; despojado das tuas ideias enganadoras, de suas raízes, malignas.