
De terrorista a aliado
Em 8 de julho de 2026, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a intenção de retirar a Síria da lista de State Sponsors of Terrorism (Estados patrocinadores do terrorismo) dos Estados Unidos.
Detalhes do anúncio
- Trump informou pessoalmente o presidente sírio Ahmed al-Sharaa (em encontro à margem da cúpula da OTAN em Ancara, Turquia) e enviou uma carta prometendo remover as barreiras à reconstrução do país, mencionando interesse de empresas americanas em investir.
- O secretário de Estado Marco Rubio notificou formalmente o Congresso no mesmo dia, iniciando o período obrigatório de 45 dias de revisão antes que a decisão entre em vigor (salvo bloqueio improvável pelo Congresso).
- A decisão se baseia em: ordem executiva de junho de 2025 que determinou revisão da designação; mudanças positivas e ações antiterrorismo do governo sírio atual; e garantias formais de al-Sharaa de que a Síria não apoiará atos de terrorismo internacional no futuro.
Contexto
A Síria está na lista desde dezembro de 1979 (era Assad). A designação impõe restrições severas a assistência externa, exportações de defesa e transações financeiras americanas, dificultando investimentos. Com a queda de Bashar al-Assad em 2024 e a ascensão do governo de transição liderado por al-Sharaa (ex-comandante da Frente Nusra que rompeu com a Al-Qaeda), os EUA já haviam aliviado outras sanções (incluindo a revogação da Caesar Act). A retirada da lista de terrorismo é vista como passo adicional para normalização e reconstrução.
Após a remoção, restariam na lista apenas Irã, Coreia do Norte e Cuba.
Em 7 de agosto de 2026, o processo de 45 dias ainda está em andamento (deve se concluir por volta de 22 de agosto, se não houver oposição do Congresso).
Bashar al-Assad (nascido em 11 de setembro de 1965) foi o presidente da Síria de julho de 2000 até dezembro de 2024.
Ele sucedeu seu pai, Hafez al-Assad, que governou o país de forma autoritária por quase 30 anos. Bashar, originalmente formado em oftalmologia, assumiu o poder após a morte do pai e manteve o regime do Partido Baath, com forte controle das forças de segurança e da família Assad (de origem alauíta).
Seu governo ficou marcado pela:
- Repressão a protestos que levaram à Guerra Civil Síria a partir de 2011.
- Uso de armas químicas e bombardeios indiscriminados, segundo investigações internacionais.
- Aliança com a Rússia, Irã e o Hezbollah.
- Acusações de crimes de guerra e crimes contra a humanidade.
Em dezembro de 2024, o regime de Assad colapsou após uma ofensiva de grupos rebeldes. Ele fugiu do país e perdeu o poder. Desde então, a Síria é liderada por um governo de transição sob Ahmed al-Sharaa.
Ate aí eu poderia estar aplaudindo, pois não gosto de ditadores, e todos eles precisam se ferrarem, nunca apoiei e me recuso apoiar qualquer ditador ou terrorista, e é aqui que entra o problema, quando você fica sabendo quem é Ahmed al-Sharaa.
Ahmed al-Sharaa (nome completo: Ahmed Hussein al-Sharaa), nascido em 29 de outubro de 1982 em Riade, na Arábia Saudita, é o atual presidente da Síria (desde janeiro de 2025).
Principais fatos
- Nome de guerra anterior: Abu Mohammad al-Jolani (ou al-Julani / al-Golani), pelo qual foi conhecido durante a maior parte da Guerra Civil Síria.
- Origem: Filho de uma família síria sunita de classe média, originalmente das Colinas de Golã. Cresceu em Damasco a partir de 1989.
- Trajetória:
- Em 2003, aos 20 anos, foi para o Iraque lutar contra a invasão americana e se ligou a grupos jihadistas (incluindo o que viria a ser a Al-Qaeda no Iraque).
- Foi capturado pelas forças americanas e ficou preso por vários anos (incluindo no campo de Bucca).
- Liberado por volta de 2011, retornou à Síria e fundou a Frente Nusra (Jabhat al-Nusra), então afiliada à Al-Qaeda, para combater o regime de Bashar al-Assad.
- Em 2016, rompeu formalmente com a Al-Qaeda e reorganizou o grupo, que evoluiu para a Hayat Tahrir al-Sham (HTS).
- A HTS se consolidou como a principal força rebelde no noroeste da Síria (especialmente em Idlib) e liderou a ofensiva relâmpago de dezembro de 2024 que derrubou o regime de Assad.
- Presidência: Em 29 de janeiro de 2025 foi nomeado presidente do governo de transição sírio. Desde então tem buscado se apresentar como líder pragmático, engajando-se em diplomacia internacional (incluindo reuniões com líderes regionais e com o presidente dos EUA, Donald Trump, em 2026) e tentando consolidar o controle sobre o país. Será que sou muito chato por não gastar de nenhum dos dois ou os radicais de esquerda e direita do Brasil são realmente idiotas?